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Sou um Empreendedor. E agora?

Em 2010, o Brasil registrou o número recorde de constituição de empresas, foram 1.370.464, um aumento de 101% em relação a 2009. A perspectiva para 2011 é que este percentual seja ainda maior. Os dados fazem parte de um relatório estatístico do Departamento Nacional de Registros do Comércio (DNRC) da Secretaria de Comércio e Serviços (SCS) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo dados do SEBRAE, 99% das empresas do país é constituída de Micro e Pequenas empresas, que representam quase 70% dos postos de trabalho e 20% do PIB. Se por um lado estes números saltam aos olhos, no entanto, há um lado sombrio nesta história, aproximadamente, 50% destas empresas que são abertas, estarão fechadas em até 2 anos.


Segundo a opinião de vários especialistas, bem como resultados de pesquisas, as principais causas das dificuldades encontradas pelos novos empreendimentos estão relacionadas: à falta de planejamento, à inexperiência do empreendedor, à sua capacidade de gestão, às dificuldades financeiras e à venda.

 

O planejamento é o início de tudo, pois sem ele, a empresa fica sem rumo e a mercê das circunstâncias do mercado. O planejamento define onde a empresa quer chegar e como ela irá chegar, identificando problemas, como a falta de recursos financeiros e a inexperiência do empreendedor. Com um bom planejamento em mãos, o sucesso irá depender da aplicação das ações previstas. Entra em cena a venda e a gestão, pontos fundamentais para o sucesso e a perpetuação de um empreendimento.

 

Nem sempre o empreendedor é um bom vendedor ou um bom gestor e, na maioria das vezes, não terá condições financeiras de contratar um profissional capacitado para fazer estas funções no novo empreendimento. Neste caso, ele deverá desenvolver as habilidades essenciais de gestão e vendas.

 

Como gestor, o empreendedor deve desenvolver a visão sistêmica, o planejamento e a organização, a comunicação, a motivação de equipes e saber desenvolver e reter talentos. Já como um vendedor, ele deve saber ouvir, saber perguntar, falar a língua do cliente, ter uma percepção aguçada e estar atento a todos os detalhes, ter empatia e ter a humildade de, realmente, colocar o cliente como o centro da venda. Ao agir desta forma, o empreendedor aumentará as chances do seu empreendimento decolar. Após esta primeira fase, o desafio será a estruturação do negócio e a sua profissionalização.

 

Paulo Gerhardt é autor do livro Coaching de Vendas – Conduza seu Cliente para a Solução e Venda Mais (www.treinar.com.br), onde propõe mudanças de paradigmas na abordagem tradicional de venda para contornar as principais dificuldades, satisfazendo o cliente e vendendo mais.